quinta-feira, 28 de maio de 2026

Morro Fuji consolida o "MPBaze" em "Ainda nem doeu", álbum de estreia que retrata melancolia e a urgência paulista




Com participação de membros de Bixiga 70 e Cidade Dormitório, projeto reforça dualidade com indie rock e brasilidade.

Uma alquimia entre o etéreo, a melancolia urbana e a lírica popular. É com essa perspectiva que a banda Morro Fuji lança o álbum "Ainda nem doeu". O trabalho de estreia consolida o que o quinteto batizou de “MPBaze”: um território próprio que joga o ruído e as texturas do indie rock e do shoegaze para o universo da música brasileira.

Escute o álbum “Ainda nem doeu" no Spotify

Esse elo se materializa nos arranjos de sopro do trompetista do Bixiga 70, Daniel Gralha, em meio à produção musical do guitarrista da banda Cidade Dormitório, Lucas Rocha, em faixas como "Eu do Futuro", "Asa de Cera" e "Sobre o Tempo e Essas Coisas".

Essa dualidade entre o peso e o respiro também ganha vida no videoclipe duplo de “Memorável” e “Nuvens Espirais”, que oscila entre a realidade e a subjetividade para abordar o novo momento do quinteto formado no ABC Paulista por Angela Destro (voz), Leonardo Pacheco (guitarra), Nícolas Farias (voz e guitarra), Natan Bertolino (bateria) e Pietro Demarchi (baixo).

Assista ao videoclipe de “Memorável” / “Nuvens Espirais”, dirigido por Cristina Martins







Formada em 2019, a banda Morro Fuji ganhou destaque na cena paulista a partir de 2023, passando por festivais e se apresentando ao lado de nomes como Terno Rei, Maglore, Sophia Chablau e Terraplana. No “Ainda nem doeu”, o “MPBaze“ do palco se concretiza, uma vez que o álbum é encabeçado por registros ao vivo e overdubs. A masterização ficou a cargo de Marco Antonio Esteves (Estúdio Eiffel).

O guitarrista e vocalista, Nícolas Farias, enfatiza que o repertório flutua entre o fator cru e o panorama sensorial, criando uma nostalgia projetada: “É algo feito para ser lembrado nos anos 2030 como o registro de um tempo vivido e provocar catarse não pela explosão, mas pela identificação. Cada elemento visual e narrativo do álbum existe para fixar a banda como coletivo, transformar o agora em memória futura e ocupar esse espaço suspenso onde ‘Ainda Nem Doeu’.





Arte da capa por Anderson Souza

O álbum “Ainda nem doeu” reúne 11 faixas e atravessa memórias, mudanças e amadurecimento. É o que explica o guitarrista Leonardo Pacheco: “É uma reflexão narrativa e sensorial sobre o tempo como um elemento central da experiência humana. As músicas exploram diferentes momentos e perspectivas, formando um ciclo que fala sobre revisitar o passado, lidar com o presente e projetar o futuro. A intenção é criar um espaço de identificação, onde o ouvinte possa reconhecer seus próprios processos e interpretações dentro dessa narrativa.”


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Fonte:Vermell Press 

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